O candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), criticou neste domingo (6) a transformação de crises institucionais em “panfleto eleitoral”, após uma faixa com a mensagem “Fora Moraes” aparecer em ato de campanha de Douglas Ruas (PL). Paes afirmou que o ministro Alexandre de Moraes precisa dar respostas sobre as acusações que recebe.
Durante carreata em Nova Iguaçu, ao lado de Rogerio Lisboa (PP), Paes declarou que ninguém no Brasil está acima da lei e que a exploração de instabilidades institucionais prejudicou o país. O candidato mencionou ter enfrentado processos durante a Operação Lava Jato e defendeu que a preservação das instituições é a única via para a apuração devida de fatos.
Acompanhado por Lisboa, ex-prefeito local que cogitou ser vice de Ruas, Paes prometeu acabar com o “poder paralelo” e a “máfia” na Baixada Fluminense. O candidato afirmou que a região será transformada em sua gestão e propôs a criação de uma “assembleia permanente de vereadores”. Atualmente, 18 dos 23 parlamentares da Câmara Municipal de Nova Iguaçu apoiam a candidatura.
A agenda de domingo incluiu passagens por Duque de Caxias, com o prefeito Netinho Reis (MDB) e Washington Reis (MDB), e por Mesquita. Washington Reis, ex-secretário de transporte do governo Claudio Castro (PL), integrou o grupo de dissidentes que migraram para o apoio a Paes após ser exonerado em julho do ano passado.
Rogerio Lisboa, presidente do diretório estadual do Progressistas (PP), formalizou o apoio a Paes há um mês. Anteriormente, Lisboa havia se colocado como pré-candidato a vice de Douglas Ruas, mas mudou de posicionamento após a federação União-PP decidir pela neutralidade na composição da chapa do adversário.
A carreata, que partiu do bairro Jardim Tropical, teve baixa adesão devido à forte chuva. No evento, foram distribuídos materiais de campanha de Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado, embora não tenha havido referências a Benedita da Silva (PT), outra candidata ao Senado na chapa.


