Dezenas de vendedores ambulantes aproveitaram a chuva neste domingo (6) para comercializar capas de proteção na entrada do Rock in Rio, na Zona Sudoeste do Rio. O movimento se concentrou especialmente na estação do BRT Centro Olímpico, um dos principais pontos de acesso ao festival, que teve ingressos esgotados para o segundo dia.
Na estação do BRT, a apuração indicou a presença de ao menos 36 vendedores oferecendo modelos de capas para o corpo e acessórios para proteger aparelhos celulares. O vigia Ronaldo Pereira, de 65 anos, disse que decidiu atuar no local após acompanhar a previsão do tempo para o fim de semana.
Os preços variam entre R$ 10 para modelos de plástico fino e R$ 30 para capas grossas, enquanto as proteções para smartphones custam R$ 20. Segundo Pereira, o faturamento em 10 horas de trabalho pode chegar a R$ 700 em um único dia.
Outro comerciante, Samuel Pereira, também de 65 anos e morador de Jacarepaguá, vende os itens desde a primeira edição do festival, em 1985. Ele afirmou que, embora as vendas sejam boas, o lucro atual não se compara ao de 20 anos atrás, quando havia menos concorrência e o ganho diário equivaleria a R$ 3 mil nos valores atuais.
A demanda atende tanto quem não se preparou quanto quem teve imprevistos. Viviane Augusta, analista financeira que viajou de São Paulo para o evento, relatou ter comprado uma capa de R$ 10 após a sua rasgar durante o trajeto para a Cidade do Rock.


