A Cripta Imperial, localizada no subsolo do Monumento à Independência, em São Paulo, reabre ao público nesta segunda-feira (7), data em que o Brasil celebra 204 anos da Independência. O local, que abriga os restos mortais de D. Pedro 1º e das imperatrizes Maria Leopoldina e Amélia, estava fechado desde 2022 para obras de revitalização.
A Prefeitura de São Paulo informou que foram investidos R$ 5,3 milhões em melhorias no Museu da Cidade de São Paulo. As intervenções na Cripta incluíram a instalação de sistema de climatização, adequações de acessibilidade e construção de banheiros. Também foram realizados reparos no teto com mármore amarelo, conservação do bronze próximo aos sarcófagos e limpeza do Monumento à Independência.
A programação de reabertura começa às 14h30 com uma cerimônia, seguida por apresentação do Ensemble FTM, grupo da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h. A visitação guiada ocorre das 16h às 17h, com entrada gratuita e sem necessidade de ingresso antecipado.
O evento marca a inauguração da exposição Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial, com curadoria de Marly Rodrigues. A mostra detalha a história de criação dos espaços como símbolos da Independência. No mesmo complexo, a Casa do Grito mantém a exposição sobre a relação do imóvel com a pintura Independência ou Morte.
Os restos mortais dos monarcas não foram movidos durante os três anos e nove meses de obras. A Cripta foi inaugurada em 7 de setembro de 1952, enquanto o monumento acima dela foi aberto em 1922 e concluído em 1926.
A transferência dos corpos ocorreu em etapas no século 20. Maria Leopoldina foi a primeira a ser levada ao local. Os restos mortais de D. Pedro 1º vieram do Panteão dos Braganças, em Lisboa, em 1972, embora seu coração tenha permanecido no Porto, em Portugal. Amélia foi transferida para a Cripta em 1982.


