O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, neste domingo (6), seu terceiro pronunciamento à cadeia nacional de rádio e TV em 2026. Com duração de 3 minutos e 43 segundos, a declaração ocorreu em razão do feriado de 7 de Setembro e focou na defesa da soberania nacional e da democracia.
Lula afirmou que o Brasil não pode “baixar a cabeça” diante de potências estrangeiras e declarou que o país “não será colônia de ninguém”. O presidente defendeu que as riquezas naturais, como o petróleo, as terras raras e os minerais críticos, sejam convertidas em tecnologia, empregos e desenvolvimento para a população.
O governante citou a aprovação de um marco legal no Congresso Nacional que permitirá a transformação dessas reservas em riqueza. Ele mencionou que o país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo e a maior fonte de água doce, além de ter descoberto uma nova reserva de petróleo no último mês.
Sobre as relações internacionais, o presidente defendeu o livre comércio e afirmou que nenhum governante estrangeiro tem o direito de determinar de quem o Brasil pode comprar ou para quem pode vender. Segundo Lula, as decisões do país pertencem aos brasileiros.
O discurso também abordou a questão social, vinculando a independência nacional à independência financeira, ao acesso à educação gratuita e à saúde pública de qualidade, conforme previsto na Constituição Federal. O texto mencionou a luta contra a fome e a pobreza como parte da construção da soberania.
Lula encerrou a fala citando a biodiversidade da Amazônia e posicionando o Brasil como referência mundial na transição energética e no combate à emergência climática.


