O presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve vitórias parciais no Congresso Nacional após uma semana de esforço concentrado, mas as propostas de emenda à Constituição (PECs) do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública não foram analisadas no plenário do Senado e ficam para depois das eleições.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou na quinta-feira (3) que a alteração na escala de trabalho será votada após o pleito, sem especificar se a decisão ocorrerá após o primeiro ou o segundo turno. As atividades parlamentares desaceleraram com o início do processo eleitoral, levando os congressistas a retornarem aos seus estados.
Aliados do governo tentam convencer Alcolumbre a pautar a PEC da jornada 6×1 em outubro. A intenção é aproveitar uma semana de trabalhos prevista para após o primeiro turno, buscando entregar uma vitória política ao presidente semanas antes do provável segundo turno da eleição presidencial.
Um acordo entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, resultou na aprovação da isenção de imposto para compras internacionais de até US$ 50. A medida, defendida por Lula na campanha de reeleição, deve ser sancionada na próxima semana.
O Congresso também aprovou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), que cria um fundo garantidor de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país. A medida foca nas chamadas terras raras, que possuem interesse internacional.
Outra pauta aprovada foi o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A política visa incentivar a instalação de centros de processamento de dados em larga escala, reunindo servidores e sistemas de armazenamento no Brasil.


