A apresentadora de televisão Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento no sábado (5) por um tribunal criminal do Cairo. Ela foi considerada culpada por envolvimento em um esquema de fabricação e tráfico de drogas sintéticas, processo que resultou na condenação à pena capital de outros 11 réus.
Khalifa é conhecida por apresentar o programa policial Mission Impossible no canal Al-Mehwar TV. Segundo a apuração, a apresentadora também administrava uma clínica de cirurgia cosmética e uma empresa de eventos. Ela estava presa desde abril de 2025, quando as investigações sobre a organização criminosa começaram.
A acusação afirma que o grupo importava matérias-primas para produzir e distribuir entorpecentes. Durante as buscas em imóveis utilizados pela organização, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas sintéticas e materiais de produção. O Ministério Público baseou a denúncia em provas eletrônicas, como vídeos e fotos, além de depoimentos de 20 testemunhas.
Em depoimento ao tribunal, a apresentadora negou as acusações e disse que nunca havia visto drogas até ser fotografada com os entorpecentes nas dependências das autoridades antidrogas. A defesa de Khalifa informou que pretende recorrer da sentença ao Tribunal de Cassação, a instância criminal mais alta do país.
O julgamento envolveu 28 réus no total. Além das 12 penas de morte, nove acusados foram sentenciados à prisão perpétua e sete foram absolvidos. Khalifa e outros envolvidos já haviam sido condenados a cinco anos de prisão em outro processo referente ao sequestro e agressão de um jovem.
Antes da execução da sentença, o caso foi encaminhado ao Grande Mufti do Egito. A consulta à autoridade religiosa é obrigatória em processos com pena capital, embora o parecer tenha caráter consultivo. No Egito, a pena de morte é aplicada em crimes de terrorismo, homicídio premeditado, estupro e tráfico de drogas.


