O líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo, e o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, acusaram Marrocos nesta segunda-feira (7) de organizar a entrada massiva de 70 mil imigrantes na cidade autônoma para forçar a Espanha a realizar cessões territoriais ou concessões políticas.
Vivas viajou a Madri para alertar a cúpula do partido sobre a situação da cidade, ocorrida um mês após o fluxo migratório. Durante café da manhã informativo, o presidente de Ceuta descreveu a localidade como uma “olla a pressão” que pode estourar a qualquer momento.
O evento reuniu a liderança nacional do PP, cargos europeus, ex-ministros e sete presidentes autônomos. Na ocasião, Feijóo afirmou que a reação da população local e da maioria dos espanhóis frustrou um plano que começaria com uma invasão e terminaria com a entrega de territórios ao país vizinho.
A liderança do PP, sediada na rua Génova, alegou que a manobra marroquina teria sido parcialmente consentida pelo governo de Pedro Sánchez. Segundo Feijóo, a estratégia visava arrancar concessões do Estado espanhol por meio da pressão migratória.
O presidente de Ceuta manifestou oposição ao traslado de imigrantes, incluindo menores de idade, para a Península Ibérica como medida para descongestionar a cidade. A posição de Vivas recebeu o apoio integral da estrutura do Partido Popular.


