A Federação Belga de Futebol (RBFA) anunciou, nesta segunda-feira (7), que não apoiará a candidatura de Gianni Infantino para um novo mandato na presidência da Fifa. A decisão ocorre após a RBFA apontar falhas de governança e falta de transparência na gestão do dirigente ítalo-suíço à frente do organismo mundial.
A Bélgica se junta a outras federações europeias, como Suécia, Escócia e Itália, que também retiraram o apoio ao atual presidente. Em comunicado, a RBFA afirmou que espera respostas claras sobre o processo de tomada de decisões referente ao projeto de gestão das receitas da Copa do Mundo por meio de uma sociedade aberta a investidores privados.
O plano de Infantino foi abandonado após críticas de que teria sido elaborado sem consulta prévia. A federação belga agora exige explicações sobre a anulação do cartão vermelho recebido pelo jogador americano Folarin Balogun durante o Mundial nos Estados Unidos. O atleta foi expulso nas oitavas de final contra a Bósnia e Herzegovina, mas jogou as quartas de final contra a Bélgica após a Fifa anular a sanção.
A anulação ocorreu após intervenção do presidente americano Donald Trump junto a Infantino. A presidente da RBFA, Pascale Van Damme, afirmou que as perguntas sobre o episódio seguem sem resposta dois meses depois dos fatos. Van Damme solicitou que o caso seja incluído na pauta da próxima reunião do Conselho da Fifa, marcada para o dia 15 de outubro.
Gianni Infantino confirmou no domingo que concorre a um novo mandato em março de 2027. Ele dirige a entidade desde 2016 e, até o momento, é o único candidato declarado ao cargo.


