O partido Novo segue como a legenda mais à direita do Brasil, enquanto o PSTU permanece como a mais à esquerda, segundo a atualização do GPS Partidário. O levantamento analisou 29 dos 30 partidos registrados no país com base em cinco indicadores de posicionamento ideológico.
A apuração utilizou dados de 1.097 votações na Câmara dos Deputados, 320 frentes parlamentares, 11,2 mil trocas de partido, 15,6 mil coligações e 1,1 milhão de doadores. O PCO foi a única sigla excluída por não atingir os critérios mínimos para a comparação. A régua divide as legendas entre esquerda, centro e direita.
Nas votações da Câmara, realizadas entre janeiro de 2023 e julho de 2026, o PT aparece como o partido mais à esquerda. O estudo avaliou 565 deputados presentes em ao menos 10% das sessões e constatou que 91,5% dos votos seguiram a orientação do líder partidário. Individualmente, a deputada Julia Zanatta (PL-SC) é a parlamentar mais à direita, seguida por Gustavo Gayer (PL-GO), enquanto Padre João (PT-MG) e Lenir de Assis (PT-PR) estão na ponta oposta.
As alianças eleitorais revelam distanciamentos. PT e PL quase não formaram chapas juntos, e Novo e PSOL não participaram de nenhuma coligação conjunta. O PSTU registrou o maior isolamento: das 53 chapas das quais participou, 52 foram formadas apenas pelo próprio partido.
O fluxo de doações nas eleições de 2022 e 2024 também indica proximidade ideológica. PT e PSOL compartilharam 3.500 doadores, superando a estimativa de 560. Já PT e PL tiveram 440 doadores em comum, número inferior aos 2,6 mil esperados proporcionalmente ao tamanho das siglas.
A classificação final resulta da posição de cada legenda nos cinco indicadores. O levantamento não utiliza as categorias “extrema direita” ou “extrema esquerda”, pois considera que esses conceitos exigiriam a medição de critérios relacionados ao uso ou defesa da violência política.


