A magistrada María Tardón, instrutora da Audiência Nacional, informou nesta segunda-feira (7) que assumiu a investigação sobre a entrada irregular massiva de migrantes em Ceuta nos dias 30 e 31 de julho. A decisão conta com o respaldo da Promotoria para apurar crimes que atentam contra a integridade territorial da Espanha.
Tardón explicou que a medida se baseia em indícios de delitos que comprometem a paz ou a independência do Estado. A investigação também abrange crimes contra os direitos de cidadãos estrangeiros, além de possíveis casos de homicídio imprudente e a atuação de organização criminosa.
A juíza afirmou que a conduta delitiva teria sido presumivelmente cometida no exterior. Para a magistrada, a ação atacou gravemente a integridade territorial espanhola, garantia prevista no artigo 2 da Constituição do país.
O processo foca nos eventos ocorridos no final de julho, quando o fluxo migratório para a cidade autônoma de Ceuta apresentou volume atípico. A Audiência Nacional agora centraliza a apuração dos fatos para determinar as responsabilidades criminais envolvidas na operação.


