O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu, neste domingo (7), o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar baseou as críticas em contratos milionários envolvendo o Banco Master e supostos conflitos de interesse.
Girão citou um contrato de mais de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A declaração ocorre após o ministro André Mendonça liberar para julgamento no plenário do STF o caso que envolve mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O relatório da Polícia Federal (PF) menciona alterações em um contrato de R$ 131 milhões entre a instituição financeira e o escritório de Viviane. O material passará por análise do plenário da Corte, que decidirá se abre investigação contra o ministro. O presidente do STF, Edson Fachin, definirá a data da análise.
O senador também pediu a saída de Davi Alcolumbre da presidência do Senado. Girão mencionou a aplicação de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) em letras financeiras do Banco Master. A PF investiga a operação, que envolveu Jocildo Silva Lemos, ex-tesoureiro de campanha de Alcolumbre em 2022 e ex-presidente da autarquia.
Segundo o parlamentar, a presença do irmão de Alcolumbre, Alberto, no conselho fiscal da Amprev, configura conflito de interesses. Girão afirmou que essa relação explica a falta de avanço da CPI do Banco Master, que já possui 53 assinaturas, mas depende de leitura em plenário para ser instalada.
O senador mencionou ainda uma representação contra Alcolumbre no Conselho de Ética. Outra representação foi apresentada por Carlos Viana, no dia 3 de setembro, referente à atuação do presidente do Senado nos pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes.


