O fundador da Rokos Capital Management, Chris Rokos, transferirá sua residência fiscal para a Grécia, onde a gestora de US$ 22 bilhões também abrirá um escritório. A decisão ocorre em meio a aumentos de impostos sobre grandes fortunas e ao fim do regime para residentes não domiciliados no Reino Unido.
Rokos estava em terceiro lugar na última lista anual do Sunday Times como um dos maiores contribuintes do Reino Unido, com pagamentos de impostos que somaram 330 milhões de euros (cerca de R$ 1,96 bilhão). Seu patrimônio líquido é estimado em US$ 4 bilhões, conforme o Bloomberg Billionaires Index.
A mudança é vista como vitória da Grécia, que permite que estrangeiros paguem um imposto fixo anual de 100 mil euros (cerca de R$ 595 mil) sobre a renda obtida no exterior. O país oferece um regime de 15 anos para investidores de alto patrimônio e adotou regras para evitar a bitributação de fundos estrangeiros.
O governo britânico, sob o comando do primeiro-ministro Andy Burnham, defendeu impostos mais altos sobre ganhos de capital e terras. O ministro das Finanças, John Healey, deve apresentar o primeiro orçamento no dia 28 de outubro, enfrentando a redução da margem fiscal do governo, que era de £ 23,6 bilhões em março.
Outros bilionários, como Guillaume Pousaz, da Checkout.com, e Nassef Sawiris, também deixaram o país após reformas tributárias iniciadas pelo governo conservador anterior e ampliadas pelo Partido Trabalhista. As mudanças incluem impostos sobre heranças de propriedades rurais e mensalidades de escolas particulares.
Para tentar conter a saída de capital, o Reino Unido criou o regime de Renda e Ganhos Estrangeiros, com isenção de 100% de impostos sobre rendimentos externos por quatro anos. No entanto, países como Itália e Grécia mantêm programas com prazos mais longos para atrair investidores.


