A família do professor José Hidasi cobra da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) a criação de um museu para dar acesso público ao que pode ser o maior acervo de ornitologia do Brasil. O material, doado à instituição há mais de dez anos, reúne mais de 100 mil exemplares de animais.
Segundo os familiares, parte do acervo está em salas do complexo do Memorial do Cerrado, mas a visitação é reduzida. A estimativa é de que menos de 500 exemplares estejam expostos atualmente, enquanto a maior parte do material permanece organizada em gavetas e com acesso restrito a poucos cientistas.
O advogado Pedro Hidasi, neto do pesquisador, afirmou que o objetivo da doação era garantir que a coleção permanecesse reunida e fosse conhecida pela sociedade. Ele declarou que a universidade teria se comprometido a dar continuidade ao Museu de Ornitologia que o avô criou em Campinas, mas que a instituição está em falta com a construção do espaço em Goiânia.
Roberto Hidasi, filho do professor, disse que não houve um prazo formal estabelecido para a construção no momento da doação. Ele informou que existe um projeto para o museu, mas a estrutura física ainda não foi erguida e a família não recebeu explicação formal sobre a demora.
A coleção inclui aves, mamíferos, répteis, pedras preciosas e outros itens de história natural. O acervo é resultado de décadas de trabalho de José Hidasi, que imigrou da Hungria para o Brasil e desenvolveu a pesquisa em Goiás sem apoio dos governos estadual ou municipal.
A família informou que busca localizar uma cópia do contrato de doação para verificar as condições do acordo. A PUC Goiás não respondeu aos contatos da imprensa até a publicação desta matéria.


