Manifestantes reuniram-se na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (7), para pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a saída do presidente Lula. O ato incluiu pedidos pela libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas à gestão federal.
O evento contou com a presença de candidatos ao Executivo e Legislativo. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmando que ele foi escolhido por ser o melhor para colocar ordem no país. O senador e candidato lembrou que o pai sofreu um atentado com facada há oito anos e declarou que quem vota em Lula também vota em Moraes.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, classificou a administração petista como irresponsável. Segundo Nunes, mais de 80% da população está endividada devido à atual gestão. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que ninguém está acima da lei e que o Senado precisa agir diante de revelações envolvendo o magistrado do STF.
A deputada federal Bia Kicis classificou Jair Bolsonaro como um preso político e defendeu um Senado forte para remover ministros que perseguem parlamentares. O candidato ao Senado Guilherme Derrite declarou que a Casa é peça fundamental para o retorno da democracia e manifestou oposição a organizações criminosas.
O organizador do ato, pastor Silas Malafaia, chamou Alexandre de Moraes de ditador. O religioso citou a apreensão de seu passaporte, celulares e caderno de devocionais, além de mencionar um contrato entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro, como prova de influência.
O deputado Nikolas Ferreira afirmou que, no próximo ano, Flávio Bolsonaro poderá indicar quatro ministros para o Supremo, em substituição às indicações de Lula. O parlamentar também pediu justiça para os presos do 8 de janeiro. O deputado Gustavo Gayer manifestou apoio ao ministro André Mendonça, do STF, alegando que suas ações são respeitadas.


