Um homem de 77 anos que descobriu a víbora-de-fosseta-de-Mangshan há 37 anos sobreviveu a nove picadas do animal, segundo a imprensa local. Chen Yuanhui, médico especializado em acidentes com serpentes, perdeu parte do dedo médio da mão esquerda após a última mordida, ocorrida durante seus trabalhos de pesquisa e proteção da espécie.
A espécie Protobothrops mangshanensis foi identificada por Chen após ele atender um trabalhador florestal picado por um animal não documentado. Cinco anos depois, o pesquisador localizou um ninho com 23 cobras, conhecidas popularmente como pequeno dragão verde. Ele utilizou economias da família para adquirir uma geladeira e abrigar os animais.
A descoberta foi anunciada oficialmente em 1990, tornando a víbora a 50ª cobra venenosa catalogada na China. Desde então, Chen cria os animais em sua residência e promove a soltura dos espécimes na reserva natural das montanhas de Mangshan.
O acidente mais grave aconteceu na nona picada. Chen fotografou os ferimentos antes de buscar socorro médico, o que resultou em três dias de inconsciência e na amputação de parte do dedo. O homem relatou que acreditou que morreria na oitava vez que foi picado.
A serpente é exclusiva da China e está classificada como em perigo na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desde 2011. A população na natureza, que era de cerca de 200 indivíduos no início dos trabalhos de Chen, subiu para aproximadamente 600.
Devido à raridade, cada exemplar é avaliado em cerca de R$ 800 mil no mercado clandestino. Chen afirmou ter recebido propostas de compra, mas recusou todas. Ele declarou que o alto valor financeiro em contraste com a situação de conservação é preocupante e pode prejudicar a preservação do animal.


