O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) reuniu apoiadores em uma caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (7). Durante o evento, o escritor manifestou apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu a independência do tribunal para investigar atos de corrupção.
O ato reuniu 1,4 mil pessoas no momento de pico, segundo estimativa do grupo Monitor do debate político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a ONG More in Common. A maior parte do público era composta por cabos eleitorais de candidatos a deputado do Avante.
A declaração de apoio a Mendonça ocorreu em meio a tensões no STF após a revelação de conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. As informações constam em relatório da Polícia Federal (PF) produzido por determinação de Mendonça, relator das investigações sobre o banco Master.
Em conversa com a imprensa, Cury afirmou que todo funcionário público deve prestar satisfações ao contribuinte e que ninguém no STF deve ser poupado de investigações. O candidato defendeu que os ministros André Mendonça e Fachin tenham independência para apurar irregularidades, sem mencionar o nome de Moraes.
Sobre a política externa, Cury comentou a taxação de produtos imposta por Donald Trump, atribuindo a medida à dívida pública dos EUA, superior a 122% do PIB. Ele defendeu que o Brasil mantenha uma postura pacífica, mas não subserviente. O candidato também manifestou interesse em conversar com o presidente da Argentina, Javier Milei, e sugeriu adaptações no bloco BRICS.
O discurso em Copacabana focou na luta contra a polarização política. Cury criticou Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que ambos não possuem experiência prática na agricultura para definir o futuro do setor. O candidato propôs planos de financiamento para microempresas e agronegócio, além de medidas contra o feminicídio.
Mais cedo, em sabatina em emissora de notícias, o escritor defendeu que o Congresso discuta o impeachment de ministros do STF e a revisão de condenações referentes aos atos de 8 de janeiro.


