Um avião de carga da Amazon Prime Air saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Miami, no domingo, e atingiu veículos no solo. O acidente deixou cinco mortos e vários feridos, incluindo três pessoas em estado grave, segundo informações do Corpo de Bombeiros de Miami-Dade.
As cinco vítimas fatais estavam em uma van de uma empresa de limpeza que transportava sete pessoas e foi atingida fora da área do aeroporto. Um SUV também foi atingido pela aeronave. O piloto e o copiloto ficaram presos na cabine após o impacto, enquanto equipes de resgate mobilizaram 200 profissionais e 60 equipes para a operação.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) recuperou os gravadores de dados de voo e de voz da cabine. A presidente do órgão, Jennifer Homendy, informou que a equipe investigará se a aeronave percorreu distância excessiva antes de tocar o solo, fora da zona de toque designada de 914 metros, e por que o pouso não foi abortado.
O voo 7598, vindo de San Juan, Porto Rico, era um Boeing 767-300 com 32 anos de uso, operado pela companhia 21 Air para a Amazon. Dados do Flightradar24 indicam que o avião estava a 207 km/h ao sair da pista. Especialistas citam que ventos fortes e um possível vento de cauda podem ter contribuído para que a aeronave deslizasse por uma distância maior.
A operação de resgate foi descrita como complexa pelo chefe do Corpo de Bombeiros de Miami-Dade, Ray Jadallah, devido ao controle de incêndio e vazamento de combustível. O Aeroporto de Miami não possui sistemas de parada de emergência nas extremidades das pistas, dispositivos que a FAA estima terem salvado quase 500 vidas em outros aeroportos dos Estados Unidos.
O impacto causou instabilidade no tráfego aéreo regional, com 160 voos cancelados e 325 atrasos até a noite de domingo, resultando no desvio de aeronaves para o Aeroporto Internacional de Orlando. A Amazon, a 21 Air e a Boeing declararam que cooperam com as investigações governamentais.


