Dois criminosos roubaram quatro obras de arte do museu dedicado ao pintor Auguste Renoir, em Cagnes-sur-Mer, no sul da França, nesta terça-feira (8). O prefeito da cidade, Bryan Masson, informou que uma das pinturas foi abandonada durante a fuga e estimou o valor do prejuízo em 9 milhões de euros (cerca de R$ 56 milhões).
Câmeras de videoproteção da cidade captaram a ação dos dois indivíduos. Segundo comunicado de Masson, os suspeitos fugiram do local logo após a retirada das peças.
O museu, fundado em 1960, funciona na última residência onde viveu Pierre-Auguste Renoir, entre 1841 e 1919. O espaço abriga o mobiliário original da casa, objetos pessoais do artista, como seu cavalete e cadeira de rodas, além de retratos, nus e paisagens.
O episódio ocorre em meio a uma série de assaltos a instituições culturais no país. Há quase um ano, oito joias da Coroa da França foram levadas do Louvre, em Paris, e permanecem desaparecidas. Em julho, o museu Lalique, ao norte de Estrasburgo, teve joias avaliadas em mais de 4,5 milhões de euros roubadas.
No final de julho, um colar de ouro do Tesouro de Vix, conjunto arqueológico celta, foi levado durante o dia de um museu na região da Borgonha, no nordeste francês.
Em resposta a esses crimes, o Ministério da Cultura apresentou, em julho, um plano com 33 medidas de segurança. O órgão explicou em comunicado que as recomendações incluem a retirada temporária de objetos vulneráveis das vitrines até que a segurança da exposição seja garantida.


