O médico veterinário Wilson Grassi, de 55 anos, é o candidato do partido Democrata à Presidência do Brasil nas Eleições de 2026. A sigla, fundada em 2008, disputa o cargo com candidatura própria pela primeira vez, tendo a empresária Suêd Haidar Nogueira como candidata a vice-presidente.
A campanha digital de Grassi foi suspensa no dia 31 de agosto por determinação do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli. A decisão ocorreu devido à falta de registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados na propaganda eleitoral.
Toffoli afirmou que a omissão dos dados não é apenas uma falha formal, mas uma quebra de isonomia e indício de fraude à lei. A legislação exige que perfis existentes sejam informados no registro e novas contas sejam comunicadas em até 24 horas após a criação.
Em resposta, Grassi anunciou no dia 1º de setembro que correrá 42 quilômetros diariamente em volta da sede do TSE, em Brasília, até que a decisão seja revertida. O candidato disse que a ação visa mostrar que não desistirá e que lutará de maneira pacífica e democrática.
Nascido em São Paulo, Grassi concorre a cargos eletivos pela quarta vez. Disputou vaga de deputado estadual em 2006 pelo PFL, cargo de deputado federal em 2022 pelo Partido Verde, onde obteve 2.777 votos nominais, e a vaga de vereador em 2024 pelo PRTB, sem sucesso em todas as tentativas.
Na área profissional, o candidato atuou na criação do primeiro hospital público para cães e gatos na cidade de São Paulo e foi conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo. Seu plano de governo prevê redução da burocracia, mudanças no sistema tributário e digitalização de serviços públicos.
A vice na chapa, Suêd Haidar Nogueira, é a presidente do Democrata. A sigla, que se tornou o 35º partido registrado no Brasil, mudou o nome do antigo Partido da Mulher Brasileira em dezembro de 2025, após autorização do TSE.


