A classificação do envelhecimento facial entre os perfis ‘sinker’ e ‘sagger’ ganhou repercussão em redes sociais para explicar por que pessoas da mesma idade apresentam aparências distintas. Enquanto o primeiro grupo manifesta perda de volume, o segundo apresenta maior flacidez e descida dos tecidos da face.
Os termos são utilizados no universo da estética como ferramenta didática. Segundo o cirurgião da face Fernando Molina, não existe um padrão único de envelhecimento, o que justifica a diferença entre quem perde volume nas têmporas e maçãs do rosto e quem mantém o volume, mas sofre com a flacidez.
No padrão sinker, a mudança ocorre nos compartimentos de gordura e no suporte estrutural, deixando áreas como as têmporas e o terço médio mais profundas. Molina afirma que o processo se manifesta pela deflação facial, tornando estruturas ósseas mais aparentes, o que gera uma aparência esvaziada mesmo sem perda de peso.
Já o perfil sagger é caracterizado pela descida dos tecidos e perda de definição na mandíbula. Esse processo cria as chamadas ‘jowls’, que são pequenas bolsas de tecido próximas à linha mandibular. O cirurgião alerta que preencher rostos com esse padrão sem tratar a queda dos tecidos pode aumentar o peso visual da região.
A classificação não é rígida e os dois processos podem ocorrer ao mesmo tempo em diferentes áreas do rosto. Molina explica que a ferramenta é educativa, mas não deve ser usada para diagnósticos rigorosos por meio de vídeos de internet.
O processo de envelhecimento envolve alterações na pele, músculos, ligamentos, estrutura óssea e gordura. Fatores como genética, hábitos de vida, variações de peso e exposição solar influenciam como o volume e o contorno facial se transformam ao longo das décadas.


