O Itaú Unibanco concluiu a alocação de R$ 8,4 bilhões aprovados no primeiro leilão do Eco Invest Brasil, nesta terça-feira (8). Os aportes foram destinados a projetos de saneamento, transição energética, bioeconomia, economia circular e infraestrutura sustentável, enquanto a instituição avança na destinação de outros R$ 33,1 bilhões de leilões posteriores.
No primeiro certame do programa, o banco foi a instituição financeira com o maior volume de recursos, somando R$ 1,35 bilhão captado diretamente e R$ 7,05 bilhões em capital privado mobilizado. Ao todo, foram estruturadas 16 operações.
No eixo de economia circular, o banco destinou mais de R$ 2 bilhões para a Sabesp e R$ 500 milhões para a Aegea, focando na expansão e modernização de sistemas de água e esgoto. Na transição energética, a São Martinho recebeu R$ 500 milhões e a Coamo, R$ 400 milhões, para a produção de etanol de milho.
A Volkswagen recebeu duas tranches, de R$ 531 milhões e R$ 469 milhões, e a EDP recebeu R$ 400 milhões para eficiência energética e digitalização de redes. Na bioeconomia, as operações envolveram a Suzano, com R$ 907 milhões, e a Bracell, com R$ 802 milhões, para manejo florestal sustentável.
O Grupo Boticário e a Eurofarma receberam R$ 375 milhões e R$ 419 milhões, respectivamente, para infraestrutura resiliente a desafios climáticos. Luciana Nicola, diretora de relações institucionais e sustentabilidade do Itaú Unibanco, afirmou que a conclusão desse ciclo demonstra a capacidade do programa em converter recursos em investimentos efetivos.
Lançado pelo governo federal em 2024, o Eco Invest Brasil já realizou quatro leilões, mobilizando cerca de R$ 140 bilhões. Um quinto certame foi lançado em maio. O Itaú soma mais de R$ 41 bilhões contemplados no programa, mas a diretora informou que não é possível prever a data de conclusão das alocações dos leilões seguintes devido aos diferentes ritmos dos instrumentos financeiros.


