A prefeitura de Niterói estuda a retomada da fiscalização eletrônica de trânsito nas vias municipais, que está interrompida há nove anos. Os radares deixaram de operar em 2017, após o encerramento do contrato com a empresa prestadora do serviço, e a administração atual não definiu prazo para a implantação dos novos equipamentos.
A Companhia Niteroiense de Transportes e Trânsito (NitTrans) informou que a fiscalização eletrônica está em fase de análise. A definição dos aparelhos e dos locais de instalação será fundamentada nas características de cada trecho e nos dados de acidentes registrados.
A medida faz parte de uma nova política de segurança viária estruturada dentro do Pacto Niterói Contra a Violência 2. O foco do projeto é a preservação de vidas e a prevenção de colisões nas ruas da cidade.
Levi Salvi, professor do setor de transportes do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirmou que o aumento da fiscalização é necessário devido à frequência de infrações, como excesso de velocidade e avanço de sinais vermelhos. Segundo Salvi, a fiscalização eletrônica permite que agentes de trânsito foquem na coordenação do tráfego.
O docente citou a experiência de São Paulo como exemplo de mudança no comportamento de motoristas após a ampliação dos radares. Ele defende que a implementação em Niterói ocorra de forma gradual, priorizando vias com maiores índices de acidentes, como a Alameda São Boaventura e a Estrada Francisco da Cruz Nunes.
Desde março, a NitTrans instalou 109 dispositivos de moderação de tráfego, sendo 41 localizados em áreas escolares. O município também prepara a ampliação do Centro de Controle Operacional da autarquia e a modernização de sinais com o uso de inteligência artificial.


