O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com auxiliares próximos no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira (8), para avaliar a reação ao afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os presentes na reunião está Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social (Secom). O presidente estava com integrantes da coordenação da campanha no momento em que tomou conhecimento da decisão judicial.
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, informou a interlocutores que irá recorrer da medida. Messias argumentará que o magistrado violou a competência privativa da Presidência da República ao determinar o afastamento de forma monocrática.
A decisão de André Mendonça, que é relator do caso Master e de inquéritos envolvendo Fábio Luis Lula da Silva e fraudes no INSS, também ordena que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar contra o diretor-geral.
O texto judicial estabelece que a Corregedoria deve submeter ao relator as medidas consideradas necessárias durante as apurações dos fatos identificados. O ministro afirma que vem sendo monitorado pela Polícia Federal há mais de 30 dias.
A gestão federal já demonstrava desconfiança em relação aos atos de Mendonça devido a uma série de vazamentos ocorridos nas investigações sob sua relatoria.


