Ladrões roubaram quatro quadros do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir de um museu em Cagnes-sur-Mer, no sudeste da França, nesta terça-feira (8). A ação ocorreu pouco antes das 6h, em uma mansão onde o artista viveu seus últimos anos, mas duas das pinturas foram recuperadas durante a fuga.
Segundo autoridades locais, os criminosos aproveitaram a troca de turno da vigilância para entrar no museu. O prefeito da cidade informou que a operação durou menos de cinco minutos e que os autores fugiram ao serem surpreendidos pelo alarme e pelas sirenes da polícia.
Imagens de câmeras de monitoramento registraram dois indivíduos no interior do prédio. O prefeito declarou que o grupo estava bem equipado e utilizou uma serra para metal para cortar os suportes que prendiam as molduras das obras.
Do conjunto de 12 pinturas originais do Museu Renoir, foram levadas as obras Retrato de Madame Stephen Pichon, Madame Colonna Romano, Coco lendo e a peça inacabada Jovem mulher junto ao poço. O quadro Retrato de Madame Stephen Pichon foi encontrado no jardim do museu, enquanto a tela Coco lendo foi deixada para trás pelos ladrões.
O museu, fundado em 1960, abriga também o mobiliário, o cavalete e a cadeira de rodas de Renoir. A região da Riviera Francesa atraiu, desde o final do século 19, artistas como Henri Matisse, Marc Chagall e Pablo Picasso devido ao clima e às paisagens.
O crime ocorre em um período de vulnerabilidade de acervos na França. No ano passado, oito joias da Coroa da França foram roubadas do Museu do Louvre, com prejuízo de 88 milhões de euros. Em julho, peças do Tesouro de Vix e do Museu Lalique também foram levadas, gerando perdas superiores a 4,5 milhões de euros neste último caso.
O Ministério da Cultura francês estabeleceu a segurança de museus como prioridade e divulgou um plano de 33 medidas em julho. Entre as recomendações está a retirada temporária de objetos vulneráveis das exposições para armazenamento em locais adequados até que a segurança seja reforçada.


