As intenções de compra de máquinas e implementos agrícolas na Expointer 2026 somaram R$ 5,461 bilhões, crescimento de aproximadamente 45% em relação aos R$ 3,751 bilhões registrados na edição de 2025. Os dados foram divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS) nesta terça-feira (8).
O levantamento do SIMERS baseia-se em informações coletadas junto a agentes financeiros que atuaram no evento, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banrisul, Badesul, BRDE, Sicoob, Sicredi, Cresol, Santander, Unicredi e bancos de fábrica. A diretora executiva da entidade, Ana Paula Werlang, explicou que a metodologia permite construir um retrato abrangente da movimentação do mercado, embora os números representem intenções de compra e não necessariamente negócios faturados ou entregues.
Para o presidente do SIMERS, Claudio Bier, o resultado ocorre enquanto a indústria e os produtores ainda enfrentam dificuldades. Ele afirmou que os juros permanecem elevados e que muitos produtores têm dificuldades para renegociar dívidas, o que torna o crédito um fator de cautela para novos investimentos.
A disposição para investir foi favorecida pela melhora nos preços das commodities e pelo estoque de soja armazenado por parte dos produtores. A feira também foi o primeiro grande evento do setor após o anúncio do Plano Safra 2026/27, o que colocou as condições de crédito no centro das decisões de compra.
Bier disse que o crescimento de 45% mostra a existência de demanda represada e interesse em tecnologia para ganho de produtividade, mas ressaltou que o dado não representa, isoladamente, uma recuperação completa do setor. Segundo o presidente, a transformação desse interesse em investimento depende de juros adequados e crédito acessível nos próximos meses.


