A cantora portuguesa Patrícia Ribeiro, de 44 anos, prepara o lançamento da autobiografia “Da Prisão à Liberdade” e manifestou interesse em participar da edição 27 do Big Brother Brasil. A artista, que foi a primeira mulher trans a ter carreira musical profissional em Portugal, cumpriu seis anos de reclusão por crime de extorsão.
Condenada a oito anos de prisão, Patrícia foi detida em 2016 por envolver-se em um esquema de extorsão contra um empresário. Segundo a imprensa local, a cantora e outro cúmplice ameaçaram divulgar vídeos e fotos íntimos da vítima durante quatro anos, movimentando cerca de 400 mil euros. Ela deixou o Estabelecimento Prisional de Tires no fim de 2022, sob regime de liberdade condicional por bom comportamento.
Em declarações públicas, a artista assumiu a responsabilidade pelo crime, pediu perdão à vítima e afirmou estar profundamente arrependida pelos traumas psicológicos causados. Patrícia relatou ter passado por acompanhamento psicológico e formações profissionais enquanto esteve detida, descrevendo o período inicial como uma “maré de autodestruição”.
A trajetória da cantora é marcada por pioneirismo e superações físicas. Primeira mulher trans a profissionalizar-se na música em Portugal, ela publicou o livro “Ontem Homem, Hoje Mulher” em 2014. A artista também relatou ter sofrido complicações graves após a aplicação de silicone industrial no rosto, quadris e bumbum nos anos 2000, o que exigiu diversas cirurgias para a remoção do material.
A relação de Patrícia com o formato de reality shows começou em 2004, no Big Brother Portugal, onde a música “Quero Ser Feliz (Preciso de Uma Chance)” tornou-se popular entre os participantes e foi apresentada por ela na final do programa. Após passagens profissionais pelo Brasil e lançamentos musicais como “Lotaria do Amor” (2013) e “Beat Sexy” (2015), a cantora agora busca integrar a versão brasileira do programa.


