O Rio de Janeiro concentrou 36,6% dos prejuízos causados por roubo de cargas no Brasil no primeiro semestre de 2026, superando São Paulo. O dado consta no Report nstech de Roubo de Cargas, elaborado pela nstech com informações das gerenciadoras de risco BRK, Buonny e Opentech.
A região Sudeste passou a responder por 77,2% das perdas nacionais, contra 60,5% no mesmo período de 2025. No Rio de Janeiro, a capital isolou-se como o município com maior concentração de perdas, com 20,1% do prejuízo total. Duque de Caxias (6%), São Gonçalo (3%) e Nova Iguaçu (1,9%) completam a lista estadual. Juntas, as quatro cidades representam 31% do prejuízo nacional.
São Paulo ficou na segunda posição, com 30,9% das perdas, enquanto Minas Gerais manteve a terceira colocação com 9,3%. No estado paulista, 57% dos roubos ocorreram na rota SP x SP, que sozinha respondeu por 17,6% dos prejuízos do país. A capital paulista concentrou 8,1% das perdas nacionais.
Houve alteração nas mercadorias visadas. O setor farmacêutico saltou de 2,8% para 19% dos prejuízos em um ano, subindo da sexta para a terceira posição entre os principais alvos. O relatório atribui o avanço à facilidade de revenda de medicamentos no mercado paralelo. Cargas diversas e produtos alimentícios seguem como os alvos principais, com 36,6% e 24,6% das perdas, respectivamente.
Os ataques em trechos urbanos praticamente dobraram, passando de 20,4% no primeiro semestre de 2025 para 39,6% em 2026. A BR-101 concentrou a maior parcela dos prejuízos, com 17,1%, seguida pela BR-116, com 8,2%. O levantamento indica maior concentração de crimes nas etapas de distribuição interna e na última milha logística.
A madrugada tornou-se o horário predominante, com 32,9% dos prejuízos, valor que representa mais que o dobro do registrado no ano anterior. A noite registrou 24,5% das ocorrências. Quanto aos dias da semana, a quinta-feira continua sendo o dia com maior participação, com 22% das perdas, embora a segunda-feira (15,6%) e a terça-feira (14,3%) tenham apresentado altas.


