O Ibovespa fechou nesta terça-feira (8) em alta de 1,20%, aos 187.366,84 pontos, o maior patamar desde 4 de maio. O desempenho foi impulsionado pelo otimismo de investidores com o cenário político e a expectativa de maior rigor nos gastos públicos a partir do próximo ano, refletindo a proximidade nas pesquisas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
O avanço do índice foi sustentado pelas ações da Petrobras, da Vale e de bancos. Segundo Roberto Moura, head de renda variável da Grand Capital Invest, o fluxo estrangeiro tem impulsionado as cotações desde o fim do mês passado. O ETF EWZ, ligado a ações brasileiras em Nova York, subiu quase 9% desde o início de setembro, superando o avanço de 2,3% do índice EEM, de mercados emergentes.
O dólar encerrou o dia com queda de 0,88%, cotado a R$ 5,0858, fechando abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez desde agosto. O economista Ian Lopes, da Valor Investimentos, afirmou que a moeda cai com o mercado precificando o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, visto como candidato mais inclinado a promover ajuste fiscal. A moeda americana recua 1,82% nos cinco primeiros pregões de setembro.
Duas pesquisas divulgadas entre segunda e terça-feira indicam empate técnico em eventual segundo turno. A Quaest registrou 41% para ambos os candidatos, enquanto a BTG/Nexus apontou 46% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula. O cenário favoreceu a queda dos juros futuros, com vértices longos recuando mais de 20 pontos-base, operando abaixo de 14%.
No Supremo Tribunal Federal (STF), a Segunda Turma formou maioria para confirmar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes divulgar trecho de relatório de inteligência que questionava a atuação do ministro André Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, cogita assumir inquéritos relatados por Mendonça.
O Tesouro Nacional ofertou 2,15 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), com volume de R$ 9,7 bilhões, o maior lote do ano. No mercado de petróleo, o Brent subiu mais de 2%, cotado a US$ 97 devido a ataques no Oriente Médio, fator que favorece os termos de troca do Brasil.


