O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (8), decretos que criam quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas, abrangendo cerca de 669 mil hectares. A medida visa proteger a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas em áreas que permitem o uso sustentável dos recursos pelos moradores.
As novas unidades de conservação compreendem a reserva Tupana Igapó-Açu I, em Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. O presidente também assinou a ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, que recebeu mais 7.192 hectares, totalizando 13.502 hectares.
Durante o evento, realizado em alusão ao Dia da Amazônia, Lula afirmou que a proteção total do meio ambiente depende da percepção social sobre a lucratividade do turismo em áreas preservadas. Segundo o presidente, a sociedade precisará de recursos suficientes para justificar que a floresta em pé é mais rentável do que a derrubada ou queimada.
O Serviço Florestal Brasileiro formalizou a assinatura de contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas. Com prazo de 40 anos, os contratos cobrem 162,7 mil hectares e completam a concessão das três unidades da Flona, que somam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.
O governo destinou ainda R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, para o projeto Naturezas Quilombolas. A iniciativa, que será executada pela Fundação Guamá em um período de 60 meses, deve apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal.
A verba será utilizada para a elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios quilombolas da região.


