Criminosos roubaram quatro pinturas do Museu Renoir, na Riviera Francesa, na terça-feira (8). A ação, ocorrida antes das 6h em Cagnes-sur-Mer, durou menos de três minutos. Dois quadros foram levados, enquanto outras duas obras foram abandonadas pelos suspeitos durante a fuga.
Entre as obras furtadas estão “Retrato de Madame Colonna Romano” e “Jovem Mulher no Poço”. Segundo o prefeito de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, os criminosos estavam bem equipados e informados, utilizando o que teria sido uma serra ou faca elétrica para cortar a cerca do jardim e acessar o andar térreo do museu.
O episódio segue a tendência de “roubos rápidos” observada na Europa. O investigador de furtos de arte Anthony Amore afirmou que o número de ataques bem-sucedidos a artistas renomados disparou nos últimos 11 meses. Na França, o escritório especializado em crimes de arte registrou sete museus visados apenas em setembro e outubro de 2025, contra uma média anual de 20 casos nos últimos 15 anos.
Especialistas apontam que o roubo de joias da coroa francesa no Museu do Louvre, em 19 de outubro de 2025, com prejuízo de US$ 100 milhões, pode ter servido de inspiração para novos crimes. Christopher Marinello, fundador da Art Recovery International, explicou que criminosos descobriram que, ao agir em menos de quatro minutos, conseguem escapar antes da chegada da polícia, especialmente em grandes cidades usando scooters.
A vulnerabilidade dos museus é atribuída a restrições financeiras. Em 2025, a França reduziu o orçamento nacional de cultura em € 150 milhões e o fundo de patrimônio em € 200 milhões. Como resposta, o Ministério da Cultura da França lançou, em julho de 2026, um fundo de segurança para museus de € 30 milhões.
Outros fatores incluem a alta demanda por metais preciosos e pedras preciosas. Um relatório da Europol de agosto indicou que ladrões focam em itens de revenda ilícita mais fácil. No entanto, no caso de pinturas, a comercialização é difícil devido à alta visibilidade das obras, o que muitas vezes leva os criminosos a tentarem extorquir os museus para a devolução dos quadros.


