A Europa implementou integralmente apenas 16% das reformas propostas por Mario Draghi para recuperar a produtividade e a tecnologia do bloco, segundo análise do Banco de Espanha publicada nesta terça-feira (8). O plano, apresentado em 9 de setembro de 2024, visava combater a fraqueza nos investimentos frente a China e Estados Unidos.
O levantamento, assinado pelo pesquisador Luis Díez Catalán, utilizou dados do Draghi Observatory, coletados pelo Conselho de Inovação de Política Europeia (EPIC). O estudo monitorou a taxa de cumprimento da agenda econômica dois anos após a divulgação do documento original.
Dos 176 itens propostos, menos de 30 foram implementados totalmente no âmbito comunitário. A maior parte das medidas segue em fase de desenvolvimento ou ainda não iniciou o processo de tramitação administrativa.
Entre as iniciativas que não foram totalmente concluídas, 26% foram aplicadas de forma parcial. O cenário indica que mais da metade de todas as propostas do plano estão atualmente paralisadas.
O projeto de Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), focava na superação do atraso tecnológico e na reversão da perda de competitividade da economia europeia em escala global.


