O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal disponibilizou ferramentas da Interpol para auxiliar na localização de Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro anos. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.
A advogada Nathaly Moraes, representante da mãe das crianças, Clarice Cardoso, informou nesta quarta-feira (9) que o suporte internacional poderá ser utilizado em 197 países. Os mecanismos servem para localizar os irmãos e facilitar a repatriação ao Brasil, caso eles sejam encontrados em território estrangeiro.
Moraes relatou que já havia solicitado a transferência da investigação da Polícia Civil para a Polícia Federal por suspeitar de tráfico humano. Na ocasião, o órgão orientou o arquivamento do pedido por falta de indícios e alegou que a investigação não seria de sua competência.
A atuação da Interpol não confirma que as crianças foram encontradas. Não há tampoco comprovação de que os irmãos estejam entre as 163 crianças resgatadas em uma operação recente nos Estados Unidos.
O Consulado Brasileiro acompanha a situação junto às autoridades americanas. Um representante da instituição acompanha presencialmente o levantamento para identificar os menores localizados nos Estados Unidos, já que parte deles ainda não teve a identidade confirmada.
O desaparecimento completou oito meses na última sexta-feira (4). Desde janeiro, o caso mobilizou voluntários, forças de segurança e representantes do Congresso Nacional, mas nenhuma pista concreta sobre o paradeiro de Ágatha e Allan foi divulgada.


