O ex-deputado estadual Simeyzon Silveira, do Mobiliza, afirmou nesta quarta-feira (9), em Goiânia, que a política brasileira tem sido dominada por debates ideológicos em detrimento de temas estruturantes. O candidato, que busca retornar à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), defende que a cobrança por resultados e entregas concretas deve prevalecer sobre a identificação partidária.
Silveira relatou que entidades como a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), a Federação do Comércio (Fecomércio) e a Federação da Agricultura (Faeg) organizaram uma reunião para discutir a reforma tributária e a escala de trabalho 5×2 com parlamentares. Segundo o ex-deputado, nenhum dos convidados compareceu ao encontro.
Sobre a economia, o candidato defendeu a ampliação da industrialização no Estado para evitar que as riquezas sejam exportadas in natura. Ele argumentou que Goiás precisa transformar a produção local em produtos agregados para gerar mais valor.
No setor energético, o ex-presidente da Comissão de Minas e Energia da Alego afirmou que o problema atual não é a geração, impulsionada por usinas fotovoltaicas e termelétricas a bagaço de cana, mas a transmissão. Silveira disse que a limitação da rede elétrica pode impedir a instalação de novas indústrias em certas regiões.
O político criticou a forma como a reforma tributária nacional foi conduzida, alegando que a análise foi meramente política e ignorou o setor produtivo. Para ele, a mudança pode prejudicar a competitividade fiscal construída por Goiás nos últimos anos.
Quanto à jornada de trabalho 5×2, Silveira declarou que o setor produtivo é favorável, desde que haja contrapartidas governamentais para micro e pequenas empresas, evitando o repasse de custos ao consumidor. Sobre o comércio eletrônico, defendeu a equiparação tributária entre as lojas físicas e digitais, citando a “taxa das blusinhas” como exemplo de assimetria.


