O presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, afirmou nesta quarta-feira (9) que o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, vive “arrodilhado a as minorias mais sangrentas” do país. A declaração ocorreu após Sánchez classificar as críticas de García-Page sobre pactos com independentistas como opiniões minoritárias dentro do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).
A divergência entre as lideranças socialistas se intensificou após uma entrevista concedida por Sánchez à TVE. Na ocasião, o chefe do Governo minimizou as contestações feitas pelo aliado sobre a gestão da crise de Ceuta e os acordos firmados com partidos separatistas.
García-Page reagiu às falas referindo-se especificamente ao partido Junts e à coalizão EH Bildu. Ele descreveu esses grupos como a extrema direita independentista e os herdeiros dos assassinos do grupo terrorista ETA.
O presidente regional questionou a postura de Sánchez ao tratar as críticas internas como secundárias. Para ele, a conduta do primeiro-ministro prioriza interesses de grupos radicais em detrimento da coesão do partido.
O embate reflete a dificuldade de conciliação entre a ala do PSOE que defende a manutenção de pactos para a governabilidade e a ala que rejeita concessões a movimentos separatistas.


