O Irã informou que está preparado para intensificar a guerra e ampliar contra-ataques caso os Estados Unidos mantenham ofensivas contra seu território e infraestrutura. Segundo autoridade graduada da República Islâmica, o país não pretende recuar diante do bloqueio naval e dos ataques a petroleiros impostos por Washington.
A fonte, que pediu anonimato, afirmou que Teerã reconstruiu capacidades militares desde abril e possui mísseis para sustentar um conflito prolongado. A liderança iraniana classifica a disputa como uma ameaça existencial, o que limitaria as alternativas além do combate, apesar do aumento da pressão econômica.
As declarações ocorrem no sétimo mês de guerra, iniciada no fim de fevereiro com ataques de Estados Unidos e Israel. Recentemente, Washington informou que um navio de guerra desviou de um ataque iraniano e destruiu cinco petroleiros da República Islâmica. Em resposta, o Irã lançou cerca de 20 mísseis contra uma base aérea na Jordânia usada pelos EUA, além de atacar navios da Marinha americana e embarcações comerciais.
Nesta quarta-feira (9), a agência Fars relatou explosões próximas à costa de Jask, perto do Estreito de Ormuz, por volta das 19h20, horário local. O episódio sugere a ocorrência de novos ataques americanos na região.
A instabilidade impulsionou o petróleo Brent, que superou US$ 100 por barril nesta quarta-feira, com alta de 65% em 2026. Nos Estados Unidos, o diesel atingiu preço recorde na semana passada, elevando a pressão sobre o presidente Donald Trump antes das eleições legislativas de 3 de novembro.
O governo iraniano recalibrou a postura militar. O chefe de segurança, Mohsen Rezaee, sinalizou uma abordagem mais agressiva, enquanto o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que a era das respostas proporcionais chegou ao fim.
Economicamente, o Irã enfrenta inflação próxima de 90% e desvalorização do rial devido ao bloqueio. Embora o presidente Masoud Pezeshkian defenda negociações para aliviar a crise, a condição é que Washington suspenda o bloqueio e retorne aos termos de um Memorando de Entendimento firmado em junho, acordo que entrou em colapso.


