A área atingida por queimadas nos municípios do Nordeste goiano caiu 50,6% entre janeiro e agosto de 2026. Segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ), foram registrados 70.868 hectares queimados, contra 143.416 hectares no mesmo intervalo de 2025.
Em todo o estado de Goiás, a redução foi de 27%. O levantamento indica que 191,1 mil hectares de vegetação foram consumidos pelo fogo nos oito primeiros meses deste ano, enquanto em 2025 o número foi de 261,8 mil hectares. O volume atual está 23,4% abaixo da média histórica de janeiro a agosto, calculada entre 2013 e 2025, que é de 249,3 mil hectares.
O cenário no Nordeste goiano apresenta disparidades entre as cidades. Nova Roma reduziu a área atingida de 12.628 para 3.528 hectares, e Campos Belos e Mambaí não registraram áreas queimadas em 2026. Por outro lado, São Domingos saltou de 6.804 para 17.010 hectares, e São João d’Aliança mais que dobrou o índice, saindo de 1.512 para 3.668 hectares.
A secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, informou que o resultado decorre de ações preventivas em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar e o Comitê Estadual de Gestão de Incêndios Florestais (Cegif). Vulcanis disse que a Semad e os bombeiros estão em sintonia para proteger o Cerrado.
As medidas incluem monitoramento por satélite, abertura de aceiros preventivos, manejo integrado do fogo e fiscalização. A secretária afirmou que 2026 é o primeiro ano de atuação dos brigadistas do PSA no Nordeste goiano, região com a maior queda percentual de queimadas.
Dados atualizados até 3 de setembro elevam a redução estadual para 33,78% em relação ao ano anterior. Para Vulcanis, o planejamento antecipado tem contribuído para diminuir a extensão dos incêndios, mesmo com baixa umidade, altas temperaturas e ventos fortes durante o período seco.


