Poupadores na Espanha enfrentam a redução do poder de compra devido à manutenção de economias em contas bancárias sem remuneração. A perda ocorre de forma invisível, pois o saldo nominal permanece inalterado enquanto a inflação eleva os preços dos produtos e serviços no país.
A cada 10 mil euros mantidos em contas sem juros, a perda anual de poder aquisitivo é de 270 euros. O valor não desaparece do extrato bancário, mas a capacidade de compra do montante diminui proporcionalmente ao índice de inflação.
O impacto financeiro aumenta conforme o saldo acumulado. Para quem mantém 25 mil euros em contas não remuneradas, a perda anual chega a 675 euros. No caso de depósitos de 50 mil euros, o prejuízo invisível atinge 1.350 euros por ano.
A situação é descrita como uma fatura invisível que cresce junto com o saldo. O fenômeno não se caracteriza como um gasto direto ou fuga de capital, mas como a defasagem entre a estabilidade dos rendimentos bancários e a subida dos preços.
Muitos usuários de aplicativos bancários não percebem a desvalorização por observarem que o saldo depositado há um ano permanece idêntico, ignorando que aquele valor agora compra menos do que comprava anteriormente.


