O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou, nesta quarta-feira (9), a primeira agenda de campanha em Juiz de Fora (MG). No ato, o parlamentar reproduziu gestos, roupas e o trajeto percorrido por seu pai, Jair Bolsonaro, na cidade onde o ex-mandatário sofreu uma facada em setembro de 2018.
Flávio utilizou uma camisa verde e amarela com a frase “Meu partido é o Brasil”, mesma peça usada pelo pai durante o episódio da agressão. O senador foi carregado nos ombros por apoiadores e percorreu a esquina entre as ruas Halfeld e Batista Oliveira, ponto exato do atentado. O roteiro incluiu ainda uma visita à Santa Casa de Misericórdia, hospital onde Jair Bolsonaro ficou internado.
A manifestação contou com cerca de 80 apoiadores e foi marcada por um atraso de uma hora e meia. O imprevisto ocorreu porque o avião do senador não conseguiu pousar no aeroporto local devido ao mau tempo, forçando a aterrissagem em Goianá, a 40 quilômetros do destino. Camelôs que vendiam produtos do Brasil no local relataram que as vendas estavam fracas.
Durante o discurso, Flávio mencionou a imagem de um ex-integrante do PSOL cravando a faca na barriga do pai para tentar impedi-lo de assumir a Presidência. O senador afirmou que a volta simbólica ao local demonstra que a militância não desistirá da luta política.
A estratégia de emular o pai ocorre enquanto pesquisas da Quaest indicam empate numérico no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 41% cada. A campanha tem intensificado ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a quebra de sigilo de investigações sobre o Banco Master.
Sobre a relação com o Judiciário, Flávio declarou que é preciso defender as instituições e proteger o STF. Segundo o senador, o problema reside na figura de Alexandre de Moraes e não na Corte como um todo, afirmando que “uma laranja podre não pode contaminar a mais alta Corte do país”.


