O cineasta Gabriel Martins estreia o longa-metragem “Vicentina pede desculpas” no Festival Internacional de Cinema de Toronto, com première de gala marcada para este sábado. A produção é uma das seis finalistas na disputa para representar o Brasil na categoria de melhor filme internacional do Oscar 2027.
A decisão final sobre qual obra representará o país será anunciada pela Academia Brasileira de Cinema na próxima quarta-feira. Martins, de 38 anos, já havia levado o Brasil à premiação com “Marte um”, em 2023. Em entrevista, o diretor afirmou que a seleção em Toronto é um feito relevante em um ano em que produções brasileiras ficaram fora das competições de Berlim, Cannes e Veneza.
O filme é protagonizado por Rejane Faria, de 65 anos, que interpreta uma mulher de 75 anos lidando com a morte do filho em um acidente de ônibus. A trama sugere que a ação do motorista pode ter sido proposital, levando a personagem a procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas. Faria declarou que a abordagem do projeto exige responsabilidade e entrega.
O roteiro foi inspirado em casos reais, como a queda do voo Germanwings 9525, em 2015, e o sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro, em 2000. Martins explicou que a história nasceu de uma reflexão pessoal sobre a morte, motivada pelo falecimento de sua avó, que deu nome à protagonista.
A produção contou com apoio da Netflix e estrutura superior a projetos anteriores da produtora Filmes de Plástico. Uma das sequências mais complexas envolveu a derrubada de um ônibus real de um viaduto em Belo Horizonte, exigindo a consultoria de engenheiros e especialistas em efeitos visuais.
O longa integra a programação do Festival do Rio entre 1º e 11 de outubro. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para o dia 5 de novembro, com lançamento na Netflix no dia 20 do mesmo mês.


