A Prefeitura do Rio lançou o programa Reviver Cinema, que prevê a reabertura de salas de exibição de rua e a conversão de prédios desativados em centros culturais. O projeto divide-se em três etapas, incluindo a recuperação de equipamentos existentes, desapropriações de imóveis e o mapeamento de novos espaços pela RioFilme.
Na primeira fase, o Cinema Nova Brasília, no Complexo do Alemão, reabre este mês após reforma de R$ 580 mil e instalação de tela 4K. O Cine Santa deve inaugurar uma segunda sala no andar superior até o fim do ano. Já o Grupo Estação reabre em novembro a unidade da Rua Voluntários da Pátria 88, com investimento de R$ 1,5 milhão e contrapartida de distribuição de ingressos para estudantes da rede pública.
O secretário de Cultura, Lucas Padilha, explicou que a proposta adota um conceito multiúso para revitalizar a vida cultural dos bairros. A prefeitura também planeja anunciar a reabertura imediata de uma sala tradicional durante a 1ª Semana de Arte do Rio, que ocorre entre os dias 16 e 27.
A segunda etapa foca em desapropriações. O Cine Matilde, em Bangu, fechado desde os anos 1990, será transformado em centro cultural com teatro para 250 pessoas, duas salas de cinema, área de exposições e restaurante no rooftop. O Cine Vaz Lobo e o Cine Costinha, no Cachambi, também integram esta fase, com obras previstas para o ano que vem.
A terceira etapa consiste no mapeamento de outros antigos cinemas que possam ser convertidos em equipamentos públicos. O historiador André Pereira, do Movimento Cine Vaz Lobo, afirmou que a reabertura desses espaços, que chegaram a ter 2 mil lugares, é de grande importância para a região.
Em Niterói, a prefeitura local investe R$ 61,6 milhões na restauração do Cine Icaraí, tombado como patrimônio histórico. O imóvel, construído na década de 1940, será reaberto em abril do ano que vem como Cine Concerto Sérgio Mendes, funcionando como complexo de cultura, lazer e gastronomia.


