O jornalista e engenheiro Claudio Carsughi morreu nesta quinta-feira (10), aos 93 anos. Com uma carreira de mais de 70 anos, o profissional atuou na cobertura de futebol, Fórmula 1 e no setor automotivo, tendo passado por veículos de rádio, revistas e televisão.
Nascido em Arezzo, na Itália, Carsughi mudou-se para o Brasil em março de 1946. Formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP (Poli), mas seguiu a carreira jornalística, atividade que exercia desde os 13 anos em periódicos italianos.
No setor automotivo, trabalhou por 25 anos na revista Quatro Rodas, onde testou o Volkswagen Gol. Também passou pelas redações das revistas Oficina Mecânica e Auto&Técnica, além de ter realizado a avaliação da Romi-Isetta em 1956.
A trajetória no rádio durou mais de seis décadas, com passagens pelas rádios Bandeirantes, Record e Jovem Pan. Por esta última, cobriu cinco Copas do Mundo consecutivas, entre 1970 e 1986, e introduziu o uso de dados estatísticos nas transmissões de futebol.
Na cobertura de Fórmula 1, focava em mecânica e estratégia. Em maio de 1994, ao acompanhar transmissões em ondas curtas da rádio italiana, foi o primeiro jornalista no Brasil a noticiar a morte cerebral do piloto Ayrton Senna.
Carsughi também trabalhou na televisão, com passagens pela ESPN Brasil e SporTV, antes de migrar para o ambiente digital. A confirmação do falecimento foi feita por sua filha, a jornalista Claudia Carsughi, em homenagem publicada no portal da família.


