A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up para investigar se o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares a organizações não governamentais ligadas à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. As diligências ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. O aparelho celular do parlamentar foi apreendido durante a operação.
A investigação foca no repasse de dinheiro público para o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), duas ONGs de Karina Ferreira da Gama. Ela é a produtora do longa-metragem. A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não foi alvo dos mandados.
Mario Frias atua como roteirista e produtor-executivo da obra. O parlamentar, de 54 anos, foi secretário especial da Cultura entre junho de 2020 e 2022, período em que se aproximou do grupo político de Bolsonaro.
Antes de ingressar na política, Frias trabalhou como ator em emissoras como Globo, Record e Band, com destaque para a novela Malhação em 1999. Ele foi eleito deputado federal por São Paulo em 2022, com 122.564 votos, e assumiu o cargo em 2023.


