A Prefeitura do Rio lançou o programa Reviver Cinema para recuperar antigas salas de exibição de rua e transformá-las em centros culturais. O projeto prevê investimentos públicos e parcerias com a iniciativa privada para reativar imóveis que ficaram fechados por décadas em diversos bairros da cidade.
A primeira etapa do programa foca em equipamentos que podem ser reativados rapidamente. O Cinema Nova Brasília, no Complexo do Alemão, reabre nesta quinta-feira (10) com tela 4K após reforma de R$ 580 mil. Até o fim do ano, o Cine Santa deve abrir uma segunda sala em imóvel municipal, enquanto o Grupo Estação reabre, em novembro, sua unidade na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo.
Esta fase inicial recebe R$ 1,5 milhão em investimentos. Como contrapartida, parte dos recursos será usada para distribuir ingressos a professores e realizar ações de formação de público para estudantes da rede pública de ensino.
A segunda fase envolve imóveis em processo de desapropriação, como o Cine Vaz Lobo e o Cine Costinha, no Cachambi. As obras de reforma devem começar no próximo ano, com custos ainda em fase de cálculo. O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, afirmou que a intenção é transformar os locais em centros culturais com teatro, exposições e atividades comunitárias.
O antigo Cine Matilde, em Bangu, também será desapropriado. Inaugurado em 1963 e desativado nos anos 1990, o espaço dará lugar a um complexo com teatro para 250 pessoas, duas salas de cinema, área de exposições, convivência e restaurante no rooftop.
A terceira etapa será coordenada pela RioFilme. A empresa municipal fará o mapeamento de outros imóveis que já abrigaram cinemas para identificar potenciais desapropriações e conversões em equipamentos multiuso, seguindo o modelo planejado para Bangu, Vaz Lobo e Cachambi.


