A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a venda dos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030 por um valor superior a R$ 4 bilhões. O montante, que inclui a Supercopa de 2028 a 2031, representa um crescimento de 80% em relação ao contrato atual.
A receita recorde impactará a premiação dos clubes participantes, cujos novos valores serão divulgados na reunião da liga de clubes no dia 21. Os 157 jogos do torneio serão distribuídos entre seis veículos. A Globo detém a TV aberta, enquanto Sportv, Premiere, Amazon Prime Video e GETV dividem a TV fechada, streaming e YouTube.
Um pacote adicional segue em negociação. A CBF não revelou o nome da empresa por questões contratuais, mas a apuração indica que se trata da ESPN. Há ainda um pacote para transmissões internacionais que permanece em aberto.
Para viabilizar a venda, a entidade realizou o primeiro processo competitivo de direitos da competição e alterou a formatação do produto. A principal mudança é a fixação de horários para evitar conflitos. Na quinta fase e nas oitavas de final, quase todas as partidas terão horários distintos.
A partir das quartas de final, nenhum jogo ocorrerá simultaneamente. As partidas nesta fase passarão a ser realizadas aos fins de semana, antecipando a regra que hoje só vale para as semifinais. Os horários definidos são 19h30 e 21h30 em dias úteis, e 16h, 18h e 20h aos sábados e domingos.
O calendário da temporada foi estendido para comportar as mudanças. A partir de 2027, a Copa do Brasil terá 18 datas. Não haverá aumento no número de jogos por equipe, mas a quinta fase e as oitavas de final ganharão duas datas extras cada para maior espaçamento. As semanas adicionais ocuparão os dias reservados aos jogos da pré-Libertadores.


