A análise de um coprólito — fezes fosilizadas — de um terópodo encontrado em Hell Creek, nos Estados Unidos, revelou a presença de uma pluma de ave primitiva. O achado, detalhado em artigo publicado nesta quinta-feira (10) na revista Current Biology, indica que penas anatomicamente modernas já existiam há 66 milhões de anos.
O fóssil, com o tamanho de uma bola de golfe, foi localizado pelo paleontólogo David DeMar em 2016. A peça pertenceu a um terópodo, possivelmente um espécime jovem de Tyrannosaurus rex ou de um Nanotyrannus.
Dentro do material, os pesquisadores identificaram a pluma de uma ave aquática. O animal não possui parentesco com as aves modernas e teria sido ingerido pelo dinossauro adolescente nos instantes finais de vida.
A descoberta permite que a equipe de paleontólogos compreenda melhor a evolução das aves. A presença de plumas modernas naquele período oferece pistas sobre os motivos que levaram à sobrevivência dos ancestrais das aves atuais e à extinção de outras linhagens.
O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (10) por meio da publicação científica.


