Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciaram, nesta quinta-feira (10), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação na Caixa tem abrangência nacional, enquanto no Banco do Brasil o movimento ocorre nas bases sindicais que rejeitaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A greve da Caixa foi aprovada em assembleia encerrada no dia 4 de agosto pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A instituição convocou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para nova reunião nesta quinta-feira. Segundo a entidade, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta do banco e não houve nova oferta até o momento.
No Banco do Brasil, 60 entidades sindicais recusaram a CCT, incluindo as de Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. O documento foi assinado na quarta-feira (9) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e representantes da categoria, após 13 rodadas de negociação. O acordo prevê reposição integral da inflação pelo INPC e aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.
A convenção assinada pela Fenaban abrange 171 bancos e cerca de 414 mil bancários em 3,6 mil municípios. O texto inclui reajustes em vale-alimentação, vale-refeição, auxílios e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de regras sobre saúde mental, combate ao assédio e limites para monitoramento digital.
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) informou que a greve da Caixa deve continuar até que novas assembleias avaliem a negociação. As divergências envolvem o Saúde Caixa, a aplicação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), o combate a metas abusivas e a melhoria das condições de trabalho.
Canais digitais, aplicativos, Internet Banking, WhatsApp e caixas eletrônicos de ambas as instituições seguem operando. No caso da Caixa, casas lotéricas e correspondentes CAIXA Aqui também permanecem disponíveis para os clientes.


