O governo de Marruecos rejeitou, nesta quinta-feira (10), as acusações relacionadas à crise migratória e aos saltos de fronteira em Ceuta. A declaração ocorre um dia após a desclassificação de relatórios dos serviços de inteligência espanhóis e a aprovação, pelo Congresso, da lei de nacionalidade para os saharauis.
O pronunciamento marroquino adotou um tom exculpatório para negar a responsabilidade nos eventos ocorridos na cidade autônoma de Ceuta. O texto enviado pelas autoridades do país nega as teses apresentadas nos documentos de inteligência da Espanha.
A manifestação incluiu um alerta direcionado a partidos políticos com histórico de gestão governamental na Espanha. O governo de Marruecos utilizou o termo “lodazal irracional e populista” para descrever a postura de tais agremiações.
A crítica foi interpretada como uma referência ao Partido Popular (PP). O governo marroquino sugeriu que a abordagem política adotada por setores da direita espanhola prejudica a estabilidade das relações bilaterais.
O cenário de tensão é agravado pela recente decisão do Legislativo espanhol de conceder nacionalidade a cidadãos saharauis, medida que impacta a diplomacia entre os dois países na região do Norte da África.


