O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) recuou 2% em julho, atingindo 94,2 pontos. Os dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Sistema FIERGS indicam que o resultado anulou grande parte da alta de 3% registrada no mês anterior.
A retração do índice foi impulsionada pela queda em cinco dos seis componentes analisados. O faturamento real e as compras industriais foram os principais fatores negativos, com recuos de 5,1% e 4,7%, respectivamente. A utilização da capacidade instalada caiu um ponto percentual, enquanto as horas trabalhadas na produção diminuíram 1,1% e o emprego recuou 0,1%.
Apenas a massa salarial real cresceu, com alta de 0,7%. Na comparação com julho de 2025, o IDI-RS apresentou queda de 3,5%, resultado influenciado principalmente pela redução de 11,2% no faturamento real.
O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, afirmou que o cenário reflete incertezas que dificultam a recuperação consistente. Segundo Bier, tensões políticas e institucionais, a alta do petróleo, os riscos do El Niño e a manutenção de juros elevados pressionam custos e inflação.
No acumulado de janeiro a julho, o IDI-RS registrou queda de 4,3%. Todos os componentes do índice recuaram no período, com destaque para as compras industriais (-8,8%), faturamento real (-6,4%) e horas trabalhadas na produção (-5,4%). O emprego caiu 1%, a capacidade instalada recuou 0,7 ponto percentual e a massa salarial real baixou 0,9%.
A queda da atividade industrial ocorreu em 11 dos 15 segmentos pesquisados. Os setores de Máquinas e equipamentos (-13,5%), Veículos automotores (-6,1%) e Couros e calçados (-4,5%) foram os que mais pressionaram o resultado. Em contrapartida, Alimentos (6,2%), Metalurgia (5,5%), Têxteis (3,7%) e Móveis (1,4%) registraram crescimento no acumulado do ano.


