O uso de hormônios para acelerar o crescimento de aves destinadas à produção de carne é proibido no Brasil. A fiscalização da norma é realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), seguindo padrões internacionais de segurança alimentar, para garantir a conformidade da produção nacional.
A percepção de que os frangos crescem mais rapidamente não está relacionada à aplicação de substâncias hormonais. O resultado é fruto de investimentos realizados ao longo de décadas em nutrição, manejo, sanidade, bem-estar animal e genética.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que a evolução das linhagens comerciais e a criação de programas nutricionais precisos melhoraram o desempenho das aves nas últimas décadas.
A escala da avicultura também torna a prática inviável. A aplicação de hormônios exigiria injeções individuais e frequentes em cada animal, procedimento que seria impossível de executar em granjas que operam com milhões de aves por questões práticas e econômicas.
Gisele Neri, da empresa de nutrição animal Kemin, afirmou que o avanço produtivo ocorre por meio da combinação de pilares como saúde intestinal, ambiente adequado, genética e nutrição balanceada.
A maior velocidade de crescimento dos frangos de corte está, portanto, associada ao aprimoramento das técnicas de produção e à seleção genética, sem o uso de hormônios.


