O número de pedidos para a primeira habilitação chegou a 7,3 milhões entre janeiro e agosto de 2026, segundo o Ministério dos Transportes. O volume representa um crescimento de 216% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 2,3 milhões de requerimentos para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O aumento coincide com a entrada em vigor de novas regras que acabaram com a obrigatoriedade de aulas em autoescolas. Agora, os cursos teórico e prático podem ser realizados em instituições credenciadas ou com instrutores autônomos autorizados, que devem validar a presença do aluno. O modelo tradicional de autoescolas continua disponível para quem preferir.
Nos primeiros oito meses do ano, foram realizados 4,4 milhões de cursos teóricos e formados mais de 2 milhões de condutores. O Ministério dos Transportes informou que o tempo de espera para a obtenção do documento caiu 30% e a economia estimada é de quase R$ 10 bilhões.
Entre janeiro e agosto, ocorreram 1,73 milhão de renovações automáticas para motoristas sem pontos ou infrações nos últimos 12 meses e cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). A medida tem efeito retroativo a 10 de dezembro de 2025.
Dos 4.182.803 cursos práticos realizados em 2026, 86,8% não ocorreram em autoescolas. Instrutores autônomos ministraram 553 mil aulas, o que representa 13,2% do total. A proporção de novos habilitados com registro de infração recuou 77,1%.
O ministro dos Transportes, George Santoro, disse que 24 de 27 estados aplicam o teto de R$ 180 para exames de aptidão física, mental e psicológica. Minas Gerais, Mato Grosso e Sergipe cobram valores superiores por decisão judicial.
Houve o fechamento de 478 autoescolas no período, contra 266 no ano anterior. Santoro afirmou que os números indicam uma reorganização do mercado, sem decretação de falências, resultando em uma redução líquida de cerca de 2% no estoque de estabelecimentos.


